Informativo

  • Drogas na sociedade atual

    As pessoas que usam drogas, são discriminados por outras, pois estas não se encontram em seu estado normal, não acompanham um diálogo, comportam-se inadequada e inconvenientemente e, às vezes, até de modo perigoso. Se é uma ou outra vez que se drogam, podemos até aguentar, mas se é toda hora, não há “santo” que aguente.

    Além disso o critério de valores de um drogado passa a ser vem diferente do nosso.

    Caso não tenha dinheiro para comprar a droga, ele não se incomodará em roubar, seja da própria família, seja de amigos. As mulheres podem se prostituir quando pressionadas por essas situações.

    As conversas, as atitudes, os interesse dos drogados também não interessam àqueles que querem viver saudavelmente. Além disso, como são pouco motivados a trabalhar (ou estudar) porque já que não têm mais a mesma capacidade, num ambiente de trabalho (ou estudo) só atrapalham.

    Os drogados têm, ainda, dificuldade de enfrentar as frustrações decorrentes das atividade do dia-a-dia, reagindo a elas de modo agressivo ou impulsivo, o que os torna inadequados ao ambiente familiar, profissional ou social.

    6. As drogas mais usadas

    Há dois tipos de drogas: As Lícitas e as Ilícitas.

    Lícitas: São aquelas legalmente produzidas e comercializadas (álcool, tabaco, medicamentos, inalantes, solventes), sendo que a comercialização de alguns medicamentos é controlada, pois há risco de causar dependência física / psíquica.

    Ilícitas: São aquelas substância cuja comercialização é proibida por provocar altíssimo risco de causar dependência física e / ou psíquica (cocaína, maconha, crack, etc.).

    A compulsão para o uso da droga (fissura) parece ser mais forte que a desenvolvida pela cocaína nas outras formas de consumo (aspirada, injetável), impedindo qualquer uso controlado.

    Em menos de um mês, instala-se a dependência, que para muitos traz também a necessidade de roubar e/ou prostituir-se para sustentar o vício.

    A degradação física é outra característica do usuário de crack. Ele perde peso logo no início do consumo, passando a não mais cuidar do seu corpo, deixando de lado os princípios básicos de higiene.

    Devido a essas características, o crack parece ser incompatível com qualquer modo tradicional de vida (trabalho, estudo, relacionamento amoroso, etc.), marginalizando totalmente o indivíduo que dele faz uso.

    A forma sedutora com que se apresenta o uso do crack, ou seja: leve (é apenas fumado), não necessitando de seringas e agulhas que para muitos constituem-se em violação ao próprio corpo; a não transmissibilidade do HIV pela via pulmonar; e os poderosos efeitos alcançados em segundos, são fatores preditivos de aumento cada vez maior do consumo desta droga em São Paulo, podendo transformar-se num problema emergente de saúde pública a curto prazo.

  • Sobre o Álcool

    Cerveja, vinho, bebidas de alto teor alcoólico. No mundo, em qualquer idade, o álcool em todas as suas formas é a droga de maior uso, promovendo as mais graves consequências para a saúde pública.
    Aspectos biológicos: Os efeitos crônicos que o álcool produz no adulto não são observados nos adolescentes, por não haver tempo suficiente; entretanto há outras características biológicas de grande importância neste período etário:

    – Com menor volume sanguíneo e maior rapidez na ingestão (jogos competitivos), especialmente sem alimentos adicionais, pode resultar em intoxicação alcoólica grave, ocasionalmente fatal.
    – Como muitos adolescentes podem associar o álcool à maconha e outras drogas, os efeitos se somam e tornam-se mais tóxicos e de ação prolongada, mais grave ainda que a ingestão isolada de álcool.

    – O efeito do álcool sobre o cérebro atinge amplo espectro de ações, desde mudanças psicomotoras e cognitivas muito sutis, até a parada respiratória e morte, em consequência das ações sobre o centro respiratório.
    – O uso de álcool não costuma ser diário e sim episódico, mas muito intenso.

    Tolerância: A tolerância ao álcool se desenvolve rapidamente, às vezes depois de poucos dias após o início do consumo, mas também se perde em curto prazo. O adolescente que bebe ocasionalmente e tenta equiparar-se aos amigos bebedores pode chegar a uma overdose letal de forma inesperada.

    Os adolescentes mais jovens e com menos experiência seguidamente não se dão conta do nível de comprometimento de suas faculdades mentais produzido pelo álcool, pior ainda, por terem menor volume sanguíneo, embriagam-se com menores teores. Calculou-se que a dose tóxica para o adulto é de 5 a 8 g/kg e na criança é de 3 g/kg.

    A intoxicação pode ser mortal a partir de alcoolemias iguais ou superiores a 4,5g/l, apesar de ter-se descrito alcoolemias de até 15g/l em sujeitos sobreviventes de intoxicações agudas.
    A síndrome da abstinência: tende a manifestar-se como um estado de ansiedade e depressão.

    Quadro Clínico: Bebedores problema: são os adolescentes que se embriagam mais que seis vezes em um ano, ou que, devido ao consumo de álcool, criam problemas em três das seguintes áreas: família, autoridades da escola, polícia (infrações às leis), amigos, intoxicação, críticas pelo consumo (de álcool).

    Emergências: Cerca de 9% dos abusadores de álcool chegam ao coma alcoólico com perigo de morte, risco que se torna maior entre os adolescentes, por terem menor controle de seus limites. No caso de associação de álcool com antidepressivos, a morte por parada respiratória ocorre mais rapidamente, passando da inconsciência à anestesia: diminuem os reflexos, há dificuldades cardíacas e respiratórias, hipotermia, hipoglicemia, convulsões e parada respiratória.

    Quando o paciente entra em coma (coma alcoólico), pode apresentar hipotermia, hipoglicemia, cetoacidose, hipotensão, hipoventilação, depressão respiratória e morte. Deve-se fazer lavado gástrico, tomando precauções para evitar aspirado brônquico. Geralmente, há quantidades elevadas de álcool no conteúdo gástrico e, com frequência, comprimidos de outros fármacos que permitem o diagnóstico de intoxicação mista.

    Simultaneamente, após colhida amostra de sangue para exames de laboratório, administram-se por via intravenosa 2 mg de naxolona (quando há suspeita de intoxicação por opiáceos) ou 1 a 10 mg de flumazenil (se há suspeita de intoxicação por benzodiazepinas), 50 g de glicose (100 ml de uma solução a 50%) e 100 mg de tiamina. Se necessário, pode-se repetir a glicose a 50%. Até a chegada dos resultados de exames de laboratório, deve-se manter a administração de solução glicosada a 10%. O flumazenil em doses elevadas (5 a 11 mg) parece reverter o estado de embriaguez grave. Uma grande percentagem de pacientes melhora, o único inconveniente para o uso é o custo.

    Aspectos psicológicos e psicossociais: O álcool diminui a atenção, a concentração e a memória. A queda do rendimento escolar contribui ainda mais para baixar o nível de autoestima do bebedor e a consequente perda de interesse na escola.

  • Discussão Saudável

    Discussão dos dados positivos com o paciente e com os pais: experimentação, uso mínimo e abuso
    Se de fato o uso é ocasional “para divertir-se” ou em “festas”, sem alterações de conduta, o risco não é tão grande, mas o médico, como adulto responsável e interessado no bem-estar do adolescente, não precisa condenar o uso de forma moralista, mas descrever os riscos para a saúde.

    Muitos jovens ficam indignados que seja perfeitamente aceitável o uso do álcool e do fumo pelos adultos, ao mesmo tempo em que se condena o uso de maconha por parte deles. Argumentam que o abuso destas “substâncias legais” tem um poder destrutivo infinitamente maior sobre a saúde da população do que o das “substâncias ilegais”. Esta questão exige uma posição firme e objetiva, isto é, que o abuso de todas as drogas (inclusive o fumo e o álcool) constitui um grave problema de saúde, tanto quanto o das demais substâncias, independentemente de tratar-se de legalidade ou ilegalidade.

    Se o uso é esporádico e os pais têm condições de exercer alguma supervisão, pode ser suficiente o manejo por parte deles. Isso significa impor limites ao uso de substâncias, facilitar a participação do adolescente em atividades que o interessem e que favoreçam sua autoestima e ajudá-lo a desenvolver novas amizades, para separar-se do grupo que o induz ao uso (esta é a tarefa mais difícil).

  • Expansão das drogas entre a classe média

    Em todo Brasil, o consumo de crack, a mais violenta e devastadora das drogas, tem se disseminado entre as classes mais favorecidas de forma avassaladora. Segundo o CONEN- Conselho Nacional de Entorpecentes, homens e mulheres com idade entre 26 e 43 anos tem se tornado vítimas desta substância.

    Muitas destas pessoas, já não suportando mais a grande pressão e o número elevado de perdas, tanto materiais quanto emocionais, tem buscado ajuda em clínicas especializadas, obtendo refrigero e descobrindo a retomada do caminho da sobriedade.
    Segundo profissionais acostumados a lidar com este problema, o fator potencializador desta verdadeira epidemia, é o fato do crack ser uma droga relativamente barata, se comparada com outras substâncias como a cocaína, ecstasy, entre outras.
    Segundo o Denarc – Departamento de Narcóticos da Polícia Civil do estado de SP, vários profissionais liberais de condição socioeconômica mais favorecida, tem se tornado quase que mendigos de rua, roubando, matando e se prostituindo para obterem dinheiro e assim consumirem o crack.
    Um dependente de crack se marginaliza com extrema rapidez, porque precisa consumir de 5 a 8 “pedras” por dia, para manter-se em estado de doping, desfazendo-se assim de bens materiais, furtando muitas vezes até mesmo dentro de casa.
    Nós da Clínica Luzes da Vida, queremos contribuir de forma significativa, para interromper esta triste trajetória, onde a morte é inevitável, contudo somente boa intenção não basta para que o êxito seja obtido. É necessário uma boa vontade por parte do usuário, para que o tratamento venha ter a resposta esperada por todas as partes envolvidas neste processo.